quarta-feira, 6 de maio de 2015

Delegado Geral confirma muitas contratações para Polícia Civil

Entrevista concedida ao repórter Igor Regis para o jornal Folha Dirigida publicado na edição de 11 de abril de 2015. Leia a íntegra da entrevista no site da Folha Dirigida, neste link.

FOLHA DIRIGIDA: Alguns concursos não contam mais com remanescentes, como é o caso de agente de telecomunicações e outros já estão encerrando a validade. Para estes casos é possível que sejam realizadas novas seleções ainda este ano?
Youssef Abou Chahin: O agente de telecomunicações é um que nós não temos de onde tirar aprovados. A última leva foi em janeiro do ano passado. Já existe a proposta de concurso que foi encaminhada a Secretaria de Segurança, mas dependemos obviamente da autorização do governo. Eu vejo a recessão como algo para este primeiro semestre, que é início de governo. Tenho certeza de que o governo está segurando para fazer uma avaliação do que pode acontecer até o meio do ano, e do meio do ano ele vai começar a soltar devagarzinho as coisas, o que ele não quer é comprometer o orçamento no primeiro semestre e não cumprir no segundo.

FOLHA DIRIGIDA: Para agente policial já foram preenchidas todas as vagas iniciais e o concurso ainda conta com remanescentes. A Polícia Civil deve convocar mais aprovados neste concurso?
Youssef Abou Chahin: Não, tendo em vista que mudou a escolaridade deste cargo. A ideia neste caso é um novo concurso. Não estou fechando as portas, mas o que está acontecendo, os trâmites são para que a gente faça um novo concurso.

FOLHA DIRIGIDA: Então para estes dois cargos a intenção é realizar concursos este ano?
Youssef Abou Chahin: Nós estamos tentando concurso esse ano. Nestes casos não há impacto orçamentário porque seria reposição. Na verdade o cargo já existe e você não está criando, então, a destinação para o pagamento desses cargos tem que existir ano a ano. Você não está criando a vaga, criando novos cargos, eles já existem e só estão defasados, as pessoas aposentaram, saíram por qualquer outro motivo da carreira, então a ideia é preencher os cargos.

FOLHA DIRIGIDA: Haverá alterações no formato das seleções e nos conteúdos programáticos para os próximos concursos?
Youssef Abou Chahin: Não, acho que a fórmula é boa e está funcionando. A única alteração está na nova legislação, aprovada no ano passado, que prevê a volta do exame oral para as carreiras de nível superior. Na legislação anterior tinham suprimido, mas acho importante e pros próximos editais já vai entrar. Para cargos de níveis médios não haverá mudanças.

FOLHA DIRIGIDA: A Polícia Civil pretende continuar contratando uma organizadora para realizar a inscrição e as primeiras fases dos concursos?
Youssef Abou Chahin: Sim, sem dúvida. É uma formula que funcionou porque aliviou a academia. O número de candidatos hoje que se inscrevem nos concursos aumentou muito, no passado a Academia tinha condições de fazer. Eu fui diretor divisionário de concurso público na Acadepol. Eu que elaborava os concursos e funcionava, mas agora a demanda aumentou muito e necessita de uma estrutura maior. A partir da segunda fase não, aí é tranquilo e a Academia assume.

FOLHA DIRIGIDA: Qual avaliação o senhor faz da Fundação Vunesp? Ela deve ser mantida para os próximos concursos?
Youssef Abou Chahin: Muito boa, não nos deu nenhum problema. Não houve nenhuma incidência de irregularidades. Não sei dizer se com esse último concurso o contrato terminou ou não. Isso deve ser avaliado pela Acadepol.