sábado, 31 de dezembro de 2011

2012 na Polícia Civil!!! É só querer... 3.752 vagas para diversos cargos.

Por Eliane Anjos - Folha Dirigida (leia a reportagem completa na edição impressa nas bancas)

A Polícia Civil de São Paulo está elaborando edital de concurso público para mais 2.000 vagas. Dessa vez, a carreira de investigador será contemplada com 1.100 vagas e a de escrivão com 900. Esses concursos deverão ocorrer no primeiro semestre de 2012. "É o mais rápido possível. Nós é que sentimos necessidade de maior número de investigadores e escrivães de polícia", explicou o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, na cerimônia de entrega de 320 motos para a Polícia Militar, realizada na última segunda-feira, dia 19. O concurso já havia sido anunciado dia 16, durante a cerimônia de nomeação de 967 policiais civis, sendo 610 investigadores e 357 escrivães, na Academia de Polícia (Acadepol) da Polícia Civil de São Paulo, mas o número de vagas ainda estava sendo apurado.

Os cargos de escrivão e investigador exigem ensino superior em qualquer área. A remuneração inicial é de R$2.998,30 em cidades com menos de 500 mil habitantes e de R$ 3.193,30 em cidades com número de habitantes superior, incluso o adicional de insalubridade de R$436.
Segundo o secretário, a primeira fase do concurso deverá ser organizada pela empresa terceirizada para dar "um caráter mais transparente", justificou Ferreira Pinto. A Academia de Polícia da Polícia Civil de São Paulo está realizando licitação para contratar a organizadora. Segundo o diretor da instituição, a previsão é de que esse processo seja finalizado até março de 2012, período após o qual poderão ser publicados os editais das Polícias Civil e Científica previstos para 2012.
O objetivo do concurso para 2.000 postos é preencher as vagas remanescentes do último concurso e também os postos que vagaram. Há 443 vagas remanescentes de investigador e 91 de escrivão. No dia do anúncio do concurso, Ferreira Pinto enfatizou que as vagas serão para o estado todo, embora a maior carência esteja no interior do estado. "Nós temos um número muito grande de funcionários e escrivães ad hoc no interior". Ferreira Pinto exemplificou essa situação com Atibaia, que conta somente com um escrivão e um investigador. "Há mais de setecentos inquéritos literalmente parados por falta de recursos humanos", enfatizou o secretário. Segundo Ferreira Pinto, a seccionalização de concursos no passado foi uma falha, que será corrigida. "Em determinadas áreas, os aprovados foram em número maior que o número de vagas e em outras regiões os aprovados foram menor do que número de vagas e não houve reaproveitamento daqueles que ficaram como excedentes em determinada região. Essa foi uma experiência que não se revelou bem sucedida", analisou Ferreira Pinto.
O curso de formação passará a ser de três meses, com cinco semanas de atividades práticas em distritos policiais para todas as carreiras. "O verdadeiro aprendizado dele vai ser no dia-a-dia, na delegacia", ponderou o delegado geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima.

Nesse mesmo evento, o governador de São Paulo sinalizou favoravelmente à realização dos concursos para investigador e escrivão."Esses claros da Polícia Civil, o secretário ja pode tomar as providências para abrir novo concurso público e fortalecer o trabalho da Polícia Civil, que é de polícia investigativa, judiciária", declarou Geraldo Alckmin.

Como já existem vagas autorizadas e não preenchidas pelo último concurso, será necessário uma autorização complementando o número a ser oferecido no próximo concurso. Mas o edital não precisa aguardar a autorização, podendo ser publicado antes com o número de vagas remanescentes, segundo explicou Paulo Bicudo, diretor da Academia de Polícia (Acadepol) da Polícia Civil de São Paulo.

Mais 1.000 vagas
Durante a nomeação de escrivães e investigadores, o delegado geral também solicitou a transformação de 1.000 vagas de carcereiro em 1.000 de agentes policiais. Essa mudança depende da aprovação dos deputados. Por isso, será necessário enviar um projeto de lei ao legislativo. A proposta também já tem o aval do chefe do executivo paulista. "Em fevereiro a gente já manda o projeto de lei para a Assembleia Legislativa de São Paulo", afirmou Geraldo Alckmin, após a nomeação dos policiais. Caso o projeto seja aprovado pelos deputados, ainda deverá ser sancionado pelo governador.
Somente depois, Alckmin poderá autorizar as vagas para concurso. "Se tivermos condições, rapidamente, 3.000 pessoas vão assumir o papel de polícia para combater o crime e defender a lei. Vai ser o mais rápido possível", afirmou Marcos Carneiro Lima, considerando as vagas para escrivão e investigador. Se o projeto for aprovado e as vagas de agente autorizadas a tempo de serem integradas ao próximo concurso para escrivão, que oferecerá 391 postos, os candidatos contarão com 1.391 oportunidades de ingresso como agentes policiais na instituição.
O cargo de agente policial requer ensino médio completo e carteira nacional de habilitação. Os ganhos são de R$2.561,64 e R$2.746,64, de acordo com a localidade. Os valores também consideram o adicional de insalubridade.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

AGETEL: Delegado da Acadepol esclarece dúvidas sobre as próximas etapas do concurso

Sob análise de recursos, que deve ser divulgada a partir do dia 07, o concurso para o cargo de agente de telecomunicações da Polícia Civil de São Paulo segue para a próxima fase, a oral. O delegado divisionário de concursos da Academia de Polícia (Acadepol), Júlio Guebert, descreve como é realizado o exame. Ele também aborda a discussão sobre a aplicação dessa prova, diante da sanção da Lei 1.151/2011, que exclui o exame das etapas do concurso da Polícia Civil. Confira a entrevista concedida à Folha Dirigida.